A BR-101 não pode parar, algo deve ser feito já

Pista tripla | Mais ao norte, em Joinville, onde a situação não é tão grave quanto em Itajaí ou na Grande Florianópolis, as limitações também preocupam os empresários. “A BR-101 virou uma artéria da cidade. O trânsito flui, mas se há um acidente complica, pois não há plano B”, descreve Marcelo Hack, líder da pasta de mobilidade da Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) e CEO do Perini Business Park.

Marcelo Hack

Hack, da ACIJ: é preciso encontrar o ponto de equilíbrio entre custos e benefícios da BR-101.

Os municípios vizinhos cresceram e atraíram empresas a partir da duplicação da BR-101. Araquari, por exemplo, passou de 24 mil para 38 mil moradores entre 2010 e 2019, e recebeu empresas como a capixaba Fortlev, a coreana Hyosung e a alemã BMW. A montadora se beneficia da estrutura logística regional, que inclui a própria BR-101, e a proximidade com o Porto Itapoá, que utiliza para receber peças e embarcar produtos acabados. “A BR-101 possui complicações de estrutura. Considero essencial que haja ampliação das faixas de rodagem, diminuindo o rotineiro congestionamento e proporcionando maior segurança aos usuários”, diz Ricardo Santin, diretor de montagem da unidade da BMW de Araquari.

“Temos que entender o quanto estamos dispostos a contribuir para a melhora do tráfego. Precisamos encontrar o ponto de equilíbrio: quanto vou pagar a mais para ter uma BR-101 com pista tripla e pontes, versus o que eu perco de dinheiro com engarrafamentos”, analisa Hack. Os estudos elaborados pela FIESC fornecem embasamento para decisões dessa natureza e propõem uma visão de futuro para a BR-101, num cenário em que ela deixará de ser uma estrada problemática para se tornar o coração de um eixo logístico e de desenvolvimento para Santa Catarina (leia matéria subsequente).

 

Leia a repostagem na integra portal Fiesc

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